CAVACO SEMI-ACÚSTICO (ELÉTRICO)

Os cavacos elétricos que fabrico são feitos em um processo um pouco mais rápido que os acústicos, pois o projeto de um cavaco elétrico não exige tantos detalhes como os do cavaco acústico, podendo assim, estarem prontos em 2 ou 3 meses, dependendo também da sua configuração.

13 comentários:

  1. eu tenho um luthier cavaquinho n1 percebo que as costas dele ta boleada um pouco mais não deu problemana escala nem no som eu queria saber se e normal?desafino sempre que termino de tocar, não fica esposto ao sol.tenho cuidado..se oder me resonder cara agradeço..

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  2. Olá Tom,
    A maioria dos cavaquinhos tem o fundo boleado, é normal.

    Desafinar o instrumento todas as vezes que vc terminar de tocar é um mito, vai acabar reduzindo a vida útil das suas tarraxas, e a madeira do seu instrumento vai demorar mais tempo para estabilizar com esta prática.

    Desafinar o instrumento só vale se você for guardá-lo por vários meses sem tocar.

    Leia as dicas publicadas aqui no blog, tem mais coisas lá que provavelmente irão ser úteis para vc.

    Um abraço.

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  3. Oi tudo bom?poxa comprei um captador shaller pro meu cavaco e o som ficou bom so que fica muito baixo!sera que posso colocar outro shaller no meu cavaco" rsumindo dois captadores?

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  4. Olá Amigo,
    Teoricamente você pode colocar outro captador sim, mas isso não quer dizer que o volume irá aumentar.
    Você precisa colocar um captador com uma saída mais potente, ou teste este que está em seu cavaquinho em outra caixa amplificada, algumas vezes a caixa pode não dar a resposta de amplificação adequada.
    Um abraço.

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    1. Olá, eu tenho um Carlinhos Luthier nr 5 com um captador schaller e estou com o mesmo problema do anônimo acima. O som fica muito baixo. Já testei em outras caixas e o som fica baixo também. Isso é normal no schaller ou é um defeito? Será que o cabo influencia? Obrigado!

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    2. Olá Amigo,
      Existem captadores de contato que precisam de pré-amplificação, ao ligá-los diretamente na caixa amplificada eles não possuem uma resposta muito alta, por isso é necessário ligá-los a um pré, no seu caso você terá que entrar em contato com o fabricante, para saber as características do seu captador, para descobrir se ele necessita de pré-amplificação ou não, caso não precise, significa que ele está com defeito. Observe também se as caixas que você testou tem entrada para violão, é necessário ligar este tipo de captador em uma entrada apropriada.
      Um abraço.

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    3. O cabo deve ser sempre de boa qualidade, de preferência blindado.
      Cabos ruins podem gerar barulho entre outros problemas.
      Um abraço.

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  5. Ola tudo bom, eu estou querendo colocar um captador no meu cavaco carlinhos luthier nº 1 e acho que vou optar por um shaller tradicional, porem eu não queria colocar o captador mais para baixo da bunda dele queria colocar bem no meio, na divisoria ali sabe, so eu precisaria comprar mais alguma coisa alem do captador so, e tbm se é do mesmo jeito de instalar que no seu post (http://www.joelsonluthier.com.br/?p=419) este aqui, e tambem eu li a mensagem a cima sobre desafinar o cavaco pra guardar o meu não é macisso mais não tem problema deixar ele afinado sempre intão por que eu toco todos os dias praticamente, agradeço e aguardo resposta.

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  6. Olá Felipe, não consegui entender exatamente o que você quer fazer. Se for um captador de contato com o sistema de colagem igual ao que explico no blog, sim, é a mesma maneira para instalar. Um abraço.

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  7. quero comprar um cavaco carlinhos luthier n1, mas quero saber se ele já vem elétrico? ou vou ter que botar captador? obg

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    1. Olá Amigo, neste caso você tem que entrar em contato com o fabricante desses cavacos, o Carlinhos Luthier, para saber desses detalhes.

      Um abraço.

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  8. Olá, gostaria de saber como a altura da caixa interfere no som do cavaco? 9,5 - 9,0 - 8,5 - 8,0 cm qual o melhor?

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    1. Olá Walldizao, a altura interfere normalmente na ressonância do som do instrumento, no cavaco a altura padrão da caixa acústica em seu lado mais alto é 8,5 é a tradicional e a que responde melhor a frequência típica das cordas do instrumento, cavacos que possuem uma altura de caixa maior que esta, não necessariamente terão um som mais alto ou melhor timbre, a tendência é perder um pouco em resposta em algumas notas agudas, sem melhorar o grave, tornando o som "opaco" o que acaba descaracterizando o som do cavaco. As caixas acústicas menores tendem a acentuar os agudos, mas são mais aceitáveis e não significam que o instrumento não terá um bom volume de som ou um bom timbre. Mas existem controvérsias em todas as medidas, eu prefiro a tradicional, mas isso é só a minha opinião baseada em minha experiência como luthier, outras pessoas podem discordar completamente. Um abraço.

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ALGUMAS RESTAURAÇÕES

ALGUMAS RESTAURAÇÕES
Este é um caso muito comum de quebra da paleta, normalmente causado por queda, se isso acontecer com seu instrumento, não se preocupe, qualquer tipo de quebra na paleta tem conserto! Portanto não se desespere e não tente em hipótese alguma colar, pois uma colagem mal feita nesta parte do instrumento, pode descolar quando você afinar as cordas, podendo causar algum tipo de acidente, esse tipo de serviço deve ser feito apenas por um profissional gabaritado e com experiência para avaliar que tipo de serviço deverá ser feito no instrumento, pois cada tipo de quebra na paleta deve ter um procedimento diferente, algumas vezes até com a substituição da mesma.

Esta foi uma restauração que eu gostei bastante de realizar, me deu muito trabalho, porque resolvi manter a originalidade do contrabaixo devido ao bom desempenho que tinham seus captadores, restaurei todas as peças,sem trocá-las (ponte,captadores,tarraxas, etc.). De peças novas coloquei apenas o osso da pestana (nut) e os botões dos potenciômetros (knobs) e claro, as cordas.

Este é um caso típico da pessoa que resolve "consertar" o seu instrumento por conta própria, neste caso o dono colou o violão com uma cola totalmente inadequada, passados alguns dias da "colagem",o cavalete começou a soltar novamente, e o que ele fez? Encheu o violão de parafusos, e para a surpresa dele o problema persistiu, o cavalete continuou soltando! Quando chegou em minha oficina o instrumento já estava terrivelmente prejudicado. Resultado: o que era pra ser um serviço de colagem simples, se transformou em um serviço bem mais complicado. Por isso, sempre que aparecer um problema em seu instrumento, o melhor a fazer é levá-lo para a avaliação de um profissional.

Este violão estava com problemas graves no seu acabamento, foi necessário retirar completamente o acabamento antigo e envernizar novamente o instrumento.

Este problema ocorre mais em violões baratos, por não haver um tratamento correto da madeira para receber a tinta, a pintura resseca e acaba se desprendendo.

Mais um caso em que o dono tentou "melhorar" a aparência do instrumento, não satisfeito com o aspecto "envelhecido" do violino, resolveu lixar o instrumento, o resultado foi esse da primeira foto. Usou uma lixa inadequada, que causou arranhões profundos no instrumento. Como era um violino relativamente antigo, resolvi aplicar o verniz "a boneca" (polimento francês), uma técnica de acabamento muito usada pelos luthiers mais antigos. Usei este tipo de envernização para tentar conseguir um aspecto parecido com o original.

Neste violão faltava apenas um pequeno pedaço na parte inferior direita da paleta, ficou imperceptível após a restauração.

Este violão soltou o cavalete, após o seu proprietário substituir as cordas de nylon, por cordas de aço. Violões projetados para cordas de nylon, NÃO podem receber cordas de aço diretamente no cavalete. Para colocar cordas de aço em um violão projetado para cordas de nylon, é preciso colocar uma peça chamada cordal (Esta peça que aparece na foto da direita). Tarraxas de pinos grossos indicam que o violão deve receber cordas de nylon, tarraxas de pinos finos indicam que o violão deve receber cordas de aço. Fique atento.

A paleta (headstock) do contrabaixo estava em péssimas condições devido a uma tentativa de acabamento mal feita.

COMO INSTALAR UM CAPTADOR DE CONTATO.

COMO INSTALAR UM CAPTADOR DE CONTATO.

Arquivo pessoal.

Dicas

Neste espaço publicarei algumas dicas que acho necessárias e úteis para músicos e iniciantes na arte da luteria.

Em um pouco mais de 10 anos como luthier, reparei que muitos instrumentos chegaram até minha oficina por tentativas de conserto equivocadas dos próprios donos.

Espero que este espaço possa contribuir de maneira positiva para todos.



Algumas coisas que você não deve fazer com seu instrumento.


Algumas pessoas não tem muita noção do que fazer quando algum acidente acontece com seu instrumento, principalmente quando o assunto é colagem de algumas partes como o cavalete ou algum tipo de descolamento do tampo. Quando nós temos um problema com o automóvel chamamos o mecânico, quando o computador para de funcionar chamamos um técnico, se ficamos gripados vamos ao médico... mas e se o seu instrumento musical apresenta um problema? Normalmente no Brasil as pessoas não tem o costume de levarem seus instrumentos ao luthier, muitas nem sabem que existem técnicos em instrumentos musicais, então elas decidem resolver sozinhas sem nenhum conhecimento, ao invés de levarem ao luthier, e aí começam os problemas.


As dicas abaixo são baseadas em vários casos de instrumentos que chegaram em minha oficina, são para evitar que seu instrumento sofra um dano desnecessário causado por você mesmo.


Não use colas instantâneas do tipo "superbonder" para colar qualquer parte da madeira do seu instrumento, esse tipo de cola não penetra na madeira e cria uma película dura, que impede que outra cola penetre, além de não colar, prejudica o serviço certo, portanto não use esse tipo de cola, e na verdade não use nenhum outro tipo se você não entende do assunto, na maioria das vezes você só vai prejudicar o trabalho do luthier, e ainda fará com que o serviço fique mais caro, colagens muitas vezes dependem mais da maneira que se faz a prensagem e da preparação da madeira, do que propriamente da cola.


Não cole adesivos em seu instrumento se ele tem o aspecto natural da madeira, a não ser que você queira esconder algum defeito, os adesivos depois de algum tempo que o retiramos, deixam a madeira no lugar em que estavam, de outra cor, isso acontece porque a luminosidade do dia a dia acaba fazendo um processo de escurecimento da madeira, colocando o adesivo, a madeira que esta embaixo dele, não recebe a mesma claridade que as outras partes, então ela fica mais clara, e marca o instrumento profundamente, deixando um aspecto feio. Também não risque o instrumento com caneta, vai acontecer o mesmo.


Não coloque o instrumento perto de fontes de calor, o calor é responsável por fazer a cola usada no instrumento se soltar, não deixe o instrumento em cima de guarda roupas, ou dentro de automóveis, o calor dentro de um carro é exagerado, o que vai fatalmente fazer seu instrumento soltar partes como o cavalete, ou empenar o braço.


Não passe produtos abrasivos no seu instrumento, alguns produtos de limpeza podem deteriorar o verniz do instrumento, prefira sempre um pano úmido (pano úmido não é pano molhado) para limpar e depois passe um pano seco para dar o brilho.


Não mexa no circuito elétrico de seu instrumento, você não é técnico em eletrônica e nem luthier, provavelmente só vai conseguir agravar mais o problema que quer solucionar, procure um luthier de sua confiança e peça um orçamento, muitas vezes um circuito para de funcionar apenas porque o fio do jack quebrou, ou algum fio do próprio cabo que conecta a caixa a guitarra, quando você abre um circuito sem entender pode puxar os fios internos finíssimos dos captadores e quebra-los sem perceber, e aí sim você terá um grave problema.


Não tente trocar os trastes sozinho, para retirar e colocar trastes existem técnicas especiais, você vai acabar abrindo demais a vala do traste, com tentativas frustradas, e vai prejudicar a colocação certa pelo luthier, isso é um serviço para profissionais, uma troca mal feita no meio da escala por exemplo, pode fazer deixar de soar um monte de notas anteriores, você pode cortar seus dedos nas arestas afiadas de um traste mal colocado.


Não coloque parafusos no cavalete do seu instrumento, a oxidação nos parafusos, acaba ajudando na proliferação de um fungo malígno para a cola do instrumento, em pouco tempo não só seu cavalete vai soltar novamente, como todas as partes do instrumento também, em alguns casos graves de ataque desses fungos, o instrumento simplesmente desmonta. Os parafusos colocados por fábricas e luthiers em algumas partes do instrumento, são de material especial, não são parafusos comuns.


Não tente pintar com tinta vinílica seu instrumento, tinta abafa o som, e dependendo da tinta ela vai penetrar e empenar seu instrumento. É necessário uma preparação da madeira para dar a tinta, dar a tinta na madeira sem preparação é pedir para ficar sem instrumento.


Não fique mexendo nas tarraxas sem necessidade, desafinar o instrumento após tocar é um mito, a madeira do braço precisa estabilizar com a tensão das cordas, se você a desafinar o instrumento todos os dias, a madeira nunca vai estabilizar e você sempre terá um instrumento com a afinação comprometida. Desafinar o instrumento só vale para quando você for ficar sem tocar um período grande, de três meses ou mais.


Não force tarraxas com alicate, provavelmente elas irão quebrar, quando as tarraxas começam a emperrar, você pode retirá-las e pingar uma gota de parafina nas engrenagens, graxa também serve, mas pode manchar o instrumento. Se as tarraxas são de pino grosso, você pode passar um pouco de sabão na parte plástica que pega na madeira, isso fará com que ela deslize melhor.


Se mesmo depois destas dicas você resolver mexer em seu instrumento, se informe bem antes, estude um pouco, isso pode evitar problemas graves.



Como eliminar alguns ruídos em guitarras e contrabaixos elétricos.


Algumas vezes as guitarras e os contrabaixos apresentam um ruído incômodo, alguns estalos aparecem, o som do instrumento pode ficar indo e voltando, e sempre que você esbarra no cabo próximo ao jack, o som do instrumento pode aparecer, desaparecer, ou aumentar os ruídos. Se isto estiver acontecendo com seu instrumento, um procedimento simples pode resolver o problema, que provavelmente está sendo causado por oxidação interna no jack. Acompanhe o passo a passo no tutorial abaixo.







































































Se o barulho persistir depois deste procedimento o seu jack pode estar desgastado, ou pode haver algum fio de ligação do jack se quebrando ou mal soldado.

No caso de desgaste será necessário a substituição do jack, nos casos de fio quebrando ou soldagem mal feita, você terá que encontrar o lugar quebrado e refazer a soldagem.



Colocando as cordas de maneira correta nas tarraxas do violão.


Por incrível que possa parecer existem muitas pessoas que não tem a mínima noção de como se coloca uma corda em um violão, inclusive algumas que tocam a algum tempo, a maioria costumar dar um monte de nós na corda, procedimento totalmente desnecessário, ou apenas enrolar a corda na tarraxa, o que normalmente provoca desafinação.

O procedimento de colocação que vou ensinar neste tutorial não é a única maneira de se colocar as cordas corretamente, mas, é a que eu considero mais fácil e mais eficiente. Depois de fazer a laçada como é ensinado nas fotos, evite deixar muita corda para enrolar, isso vai ajudar até no ganho de tempo, pois muitas voltas nas tarraxas, além de ser um serviço enfadonho de se fazer, costuma desgastar desnecessáriamente as tarraxas do instrumento.

Deixando um comprimento de corda que dê para dar umas duas voltas estará de bom tamanho.


















































































O Polimento Francês


O polimento francês é o acabamento tradicionalmente usado em violões clássicos e violinos. Se este acabamento for bem aplicado, ele fica com aparência muito atraente e com uma espantosa profundidade, a técnica de aplicação do polimento francês é usada há muitos anos por luthiers em todo o mundo, diferente dos vernizes sintéticos modernos o polimento francês é um acabamento menos resistente, ele pode manchar com água, álcool e produtos como cera automotiva e lustra-móveis, mas tem a vantagem de ser fácil de reparar, quando esses pequenos incidentes acontecem.

Atualmente poucos luthiers usam este acabamento em seus instrumentos, pelo fato de sua técnica de aplicação ser mais demorada que os vernizes modernos, mas o polimento francês possui uma beleza clássica que o faz ser preferido por muitas pessoas.

Uma outra vantagem desse acabamento é que ele não emudece o som do instrumento, conservando as características sonoras da madeira.


Captadores magnéticos


Todo captador de guitarra elétrica é um “transdutor”, transdutor é o nome que damos a qualquer dispositivo eletrônico ou eletromagnético usado para converter todas as formas de energia física em energia elétrica.

Na guitarra elétrica ele converte a energia da vibração das cordas em impulsos elétricos de corrente alternada, que alimentam o amplificador, que por sua vez multiplica a intensidade desses impulsos e os passa a um ou mais alto-falantes, que os transforma em ondas sonoras.

As guitarras elétricas possuem normalmente captadores magnéticos, a maioria desses captadores tem o imã de alnico, o alnico é uma liga feita de alumínio,níquel e cobalto.

A forma do imã varia de acordo com o projeto do captador, mas basicamente os captadores magnéticos de guitarra são feitos da mesma forma: um imã de alnico enrolado por uma bobina de cobre esmaltado.

A bobina de cobre possuía originalmente 8.350 espiras, mas hoje os captadores possuem 7.600 espiras.










Evitando grandes problemas


Ao perceber o aparecimento de rachaduras ou quando observar que a emenda entre braço e caixa está descolando, ou a junção entre o cavalete e o tampo, ou ainda rachaduras ou descolamento na paleta (lugar onde se prendem as tarraxas) afrouxe imediatamente as cordas do instrumento para aliviar a tensão delas sobre a emenda, insistir em tocar o instrumento nessas condições, vai acabar gerando grandes torções, empenamentos, descolamentos com perda de pedaços do tampo (no caso do cavalete), situações que podem prejudicar e muito seu instrumento, até para a realização de um conserto.


Para prevenir a descolagem do cavalete, você pode usar um cordal (afirmador) ele vai reduzir a tensão direta no cavalete, isso, na maioria dos casos, evita que ele se solte, mas atenção, se o instrumento não for bem construído, a tensão pode empurrar para baixo o tampo, causando uma depressão e gerando um defeito ainda pior que o desprendimento do cavalete.


Violão com cordal .


Cavalete descolando, junção entre braço e caixa acústica soltando, tampo solto na parte superior, paleta rachada ou descolando, todos esses defeitos causam problemas de afinação, portanto é sempre bom verificar em seu instrumento se existe algum indício desses defeitos, quanto mais cedo são descobertos, menos danos o seu instrumento sofrerá.



Regulagem de oitavas, o que é?


Muitos músicos levam seus instrumentos para que eu regule as oitavas, mas eu sou da opinião que todos os músicos deveriam saber fazer esse serviço em seus instrumentos, por vários motivos, o principal é o de não tocar o instrumento desafinado em shows ou estúdios de gravação, o que ocorre com frequência infelizmente.

Regular as oitavas significa regular o instrumento aumentando ou diminuindo o seu comprimento de escala, para que ele tenha todas as notas em perfeita afinação, por exemplo, você toca um acorde de sol simples na terceira casa e ele soa afinado, e depois, você toca o mesmo acorde de sol com pestana no décimo traste, o som tem que ser igualmente afinado.

Para ter certeza que seu instrumento está corretamente afinado, seja ele um contrabaixo um violão ou uma guitarra é simples: é só afinar todas as cordas do instrumento pelo diapasão ou afinador eletrônico.

Depois que tiver certeza que o instrumento esta afinado, você toca primeiro A NOTA do décimo segundo traste. Em seguida, toque o HARMÔNICO do décimo segundo traste. Se as duas notas tiverem exatamente a mesma altura, a afinação da corda está correta. Mas, se a altura da nota tocada for maior do que a do harmônico, o comprimento de escala da corda é pequeno e o carrinho ou rastilho deve ser afastado da pestana, para aumentar o comprimento. Se a altura da nota for mais baixa do que a do harmônico, o comprimento de escala é grande, e os carrinhos da ponte (ou rastilho, no caso do violão) devem ser aproximados, para reduzir a distância.

RESUMINDO: se a nota tocada for mais alta que o harmônico da décima segunda casa, você deve aumentar o comprimento de escala.

Se a nota tocada for mais baixa que o harmônico da décima segunda casa, você deve reduzir o comprimento de escala.

Faça essa comparação em cada uma das cordas do seu instrumento.



Sobre os tirantes


Hoje em dia muitos instrumentos saem de fábrica com tirante ajustável, mas infelizmente muitos desses instrumentos acabam sendo produzidos com defeitos de torção e empenação, fazendo com que os tirantes fiquem inoperantes.

Os tirantes ajustáveis servem apenas para corrigir pequenas distorções no arqueamento do braço, deve-se ter muito cuidado ao manusear o tirante, o tirante não pode corrigir empenamentos exagerados ou grandes distorções, ajustar o tirante de maneira errada pode estragar o braço do instrumento.

O ideal é que o tirante seja girado apenas um oitavo de volta cada vez que você for regulá-lo. Gira-se um oitavo de volta, mede-se a concavidade, se ainda não estiver regulado, gira-se a porca mais um oitavo de volta, mede-se. O certo é proceder assim até chegar na regulagem que se quer. Isso evita, muitas vezes, erros de regulagem.















Trastejo


Quando um traste está mais alto que os outros, em algum ponto da escala, as cordas podem bater contra ele quando você tocar o instrumento causando trastejamento (um som chato que faz a nota soar como se estivesse zumbindo).

Para descobrir qual traste ou trastes estão causando o trastejamento é só tocar nota por nota subindo a escala.

Quando você tocar uma nota de encontro a um traste e ela trastejar, saiba que o traste seguinte é o que está causando o trastejamento.

Se um traste está muito acima da linha dos outros, as cordas vibram ao seu encontro quando notas são tocadas em trastes anteriores.






Cordas


Alguns luthiers aconselham a troca periódica das cordas porque elas perdem elasticidade com o passar do tempo, o que provoca uma redução na sua qualidade tonal, e, as notas, soam com falta de riqueza harmônica, dificultando a afinação do instrumento, além de deixar o som sem vida.

Uma técnica que ajuda a retirar a sujeira presa nos enrolamentos é “estalar” as cordas. Para isso, basta que você afine o instrumento pelo diapasão no tom certo, logo depois, puxe as cordas até três centímetros do braço, preferencialmente na décima segunda casa, uma de cada vez, puxando-as e deixando-as estalar contra a escala, mas faça isso com cuidado, respeite a distância mencionada (3 cm) para não quebrar a corda.


Puxando a corda.









Soltando a corda



Arquivo pessoal.

Arquivo pessoal.